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Como a Neurociência ajuda a entender a sobrecarga mental?

Atualizado: 5 de abr.

Confira agora três dicas fundamentadas pela Neurociência Organizacional para reduzir a sobrecarga mental no seu dia a dia!

Mulher com olhos fechados e mãos no rosto em frente ao computador
A carga mental normalmente é causada por aquelas atividades, que ficam nos bastidores, e que envolvem uma demanda tanto cognitiva quanto emocional.

A sobrecarga mental ocorre quando nosso cérebro é levado ao limite de seu processamento saudável, ou seja, quando o volume de demandas excede sua capacidade. E qual o resultado disso?

Você tem se sentido esgotada e cansada demais para tomar decisões? Sente-se irritada e com baixa disponibilidade para lidar com questões emocionais de outras pessoas, ainda que próximas? Tem tido problemas de memória, falta de atenção e tem se sentido até um pouco desmotivada? Se você respondeu sim a essas perguntas, é provável que você esteja experimentando os efeitos negativos da tão falada sobrecarga mental.


Como a Neurociência explica o fenômeno da sobrecarga mental? Uma forma simples de entender a carga mental é imaginar um computador com múltiplos programas e janelas abertas. O sistema desse computador suporta e processa de maneira eficiente uma quantidade limitada de elementos. A partir de um determinado número de elementos sendo processados simultaneamente, esse sistema irá começar a apresentar falhas ou lentidão, até que irá travar. Com o nosso cérebro, acontece algo bastante semelhante. Nossos recursos cerebrais são limitados e, embora possamos processar diversos estímulos simultaneamente, existe um custo de processamento e um grande gasto energético para realizar essas funções. Quando a quantidade de informação a ser processada é grande demais, nossos circuitos cerebrais se sobrecarregam e começam a apresentar falhas. 


Quando falamos do processamento de informações pelo cérebro, normalmente imaginamos estímulos externos (sons, estímulos visuais, interações sociais, notícias, informações, etc). No entanto, além desses elementos externos que estamos processando a todo momento, nosso cérebro também está administrando demandas internas, como nossos pensamentos e emoções. Você acorda pela manhã e já começa a imaginar a lista do supermercado, a consulta que precisa marcar, a agenda de compromissos no trabalho, o relatório que está atrasado, a reunião crucial com o cliente, as contas que precisam ser pagas e por aí vai. A carga mental normalmente é causada por aquelas atividades, que ficam nos bastidores, e que envolvem uma demanda tanto cognitiva quanto emocional. Por exemplo, planejar as refeições da semana, cuidar da agenda de atividade dos filhos e manter as contas em dia são atividades que envolvem demandas mais cognitivas. No entanto, apoiar um amigo que está com dificuldades, confortar seu filho mais velho que terminou o namoro e acolher um colaborador da sua equipe de trabalho que está com problemas pessoais, são demandas emocionais que também contribuem para a sobrecarga mental.


Reunião de equipe em ambiente de trabalho
Se você é um líder, saiba que a carga mental é um ofensor importante do bem-estar e da performance das pessoas.

Em outras palavras, a sobrecarga mental ocorre quando nosso cérebro é levado ao limite de seu processamento saudável, ou seja, quando o volume de demandas excede sua capacidade. E qual o resultado desse excesso de demandas? Do ponto de vista fisiológico, sabemos que o cérebro possui redes e estruturas específicas que são dedicadas ao processamento atencional, da memória, do aprendizado, do planejamento, tomada de decisão e regulação emocional. Esse circuito cerebral é conhecido como Sistema Executivo, e é justamente ele que mais sofre com a sobrecarga mental. Por esse motivo, os principais sintomas dessa sobrecarga são dificuldades de concentração, perda de memória, prejuízos em nossa capacidade de planejamento e tomada de decisão. É fácil notar o quanto a sobrecarga mental interfere em habilidades essenciais de nosso dia a dia, prejudicando nosso bem-estar e performance. 


Para além dos prejuízos cognitivos, a carga mental também traz prejuízos emocionais, afetando nosso humor, motivação e até nossos relacionamentos interpessoais. A sobrecarga mental é interpretada pelo cérebro como um fator de estresse, interferindo na produção de hormônios e no equilíbrio dos neurotransmissores que regulam nossos estados emocionais, tais como dopamina, serotonina e noradrenalina. Dessa forma, períodos sustentados de sobrecarga mental podem ser percebidos como um estresse crônico, trazendo sintomas como ansiedade, depressão, irritabilidade e redução da nossa capacidade de comunicação e empatia.


As mulheres são as que mais sofrem com a carga mental. Nós gastamos em média 10h a mais por semana do que os homens com afazeres domésticos e cuidado com pessoas, enquanto também trabalham e contribuem com a renda familiar. Todos esses papéis tornam as mulheres sobrecarregadas e mais suscetíveis aos efeitos negativos do estresse.

Frequentemente a carga mental é invisível, especialmente aos olhos dos outros, pois os elementos que contribuem para o quadro geralmente são subjetivos e intangíveis, tornando difícil seu reconhecimento, até mesmo para o próprio indivíduo. Todos nós em algum momento já sentimos ou iremos sentir os efeitos da sobrecarga mental. No entanto, em nossa sociedade, as mulheres são as que mais sofrem com a carga mental. Os números não deixam espaço para dúvidas: Segundo dados do IBGE, as mulheres gastam em média 10h a mais por semana do que os homens com afazeres domésticos e cuidado com pessoas. O  acúmulo de tarefas e funções, a maior responsabilidade como cuidadora de filhos e familiares, ser a principal gestora do lar, enquanto também trabalham e contribuem com a renda familiar. Todos esses papéis tornam as mulheres sobrecarregadas e mais suscetíveis aos efeitos negativos do estresse. De acordo com o relatório “Esgotadas” da Think Olga, 45% das mulheres no Brasil têm diagnóstico de ansiedade, depressão ou outros sintomas como estresse e fadiga. Não é à toa que as mulheres também têm um risco 73% maior de desenvolver um quadro de Burnout, segundo estudo da FEEx – FIA Employee Experience de 2023.


Mulher com vários post its colados na cabeça
Não importa se você está no trabalho ou em casa, a carga mental irá te acompanhar onde quer que você esteja.

Como podemos lidar de forma mais eficiente para reduzir a carga mental?


Abaixo eu compartilho agora três dicas que podem ajudar pessoas a lidar de forma mais eficiente a fim de reduzir a carga mental:


1.Estabeleça limites saudáveis 

É muito comum estarmos o tempo todo tentando atender as demandas que surgem em nossa rotina. Seja na vida pessoal ou profissional, nos sentimos na obrigação de encaixar todos os pedidos, tarefas e necessidades, na busca incansável de concluirmos nossa lista infinita de atividades. Mas você já deve ter notado que essa é uma meta impossível, pelo menos, na esmagadora maioria dos dias. Por isso, é importante criar limites em sua rotina e aprender a dizer não para algumas dessas demandas. Antes de abraçar mais uma atividade ou demanda externa, pergunte-se: O que eu vou precisar deixar de fazer para encaixar mais essa demanda? Estou aceitando mais do que consigo suportar? Eu realmente preciso ou quero aceitar mais essa tarefa? Se ao refletir sobre essas perguntas você sentir que o mais certo a fazer é dizer não para a nova demanda, confie na sua tomada de decisão. Muitas vezes aceitamos novas atividades apenas para agradar outras pessoas ou para não deixá-las desconfortáveis e, com isso, acabamos nos sobrecarregando e deixamos de priorizar nossas próprias necessidades. Evite essa armadilha e exercite dizer não, ainda que de forma educada e suave.


2. Faça uma lista de todas as demandas e priorize

A carga mental é invisível, difícil de tangibilizar e sem fronteiras, isto é, não importa se você está no trabalho, em casa ou no seu momento de lazer, essa carga irá te acompanhar onde quer que você esteja. Por isso, uma das melhores estratégias para lidar com esse fenômeno é tornando-o concreto o suficiente para que você consiga visualizá-lo, quantificá-lo e torná-lo administrável. Fazer uma lista e organizar as demandas e preocupações em setores (p.ex. família, trabalho, saúde, cuidados com filhos) é uma excelente forma de “dar corpo” a essa carga invisível. Faça uma lista com todas as atividades que estão sob sua responsabilidade e que estão ocupando espaço no seu cérebro. Olhe sua lista e defina suas prioridades, identificando aqueles elementos que somente você pode realizar ou que precisam de sua atenção máxima. Ah, não esqueça de incluir a si mesma nessa lista!


3. Peça ajuda, divida as tarefas, delegue

Entenda quais atividades, tarefas ou funções você está assumindo e que poderiam ser divididas com outras pessoas, sejam membros da família, amigos ou mesmo no seu trabalho. Depois que tiver sua lista e prioridades, converse com todos os envolvidos e procurem juntos pensar numa forma de redistribuir as responsabilidades para aliviar esta sobrecarga. E lembre-se, a sobrecarga mental não refere-se apenas a execução, mas sim todo o planejamento invisível que acontece em nossa rotina. Por isso, lembre-se de dividir também tarefas pequenas e corriqueiras como planejar as refeições, ver o que está faltando em casa, agendar reuniões, verificar andamento de projetos ou processos, etc.


Se você lidera pessoas, saiba que a carga mental é um ofensor importante do bem-estar e da performance das pessoas. Essa carga pode ser mais pesada para alguns membros do seu time do que para outros. Ter empatia e dar espaço para conversas sinceras são formas eficientes de sentir como seus colaboradores estão lidando com esse fenômeno. Dessa forma, você pode ajudá-los a buscar estratégias para melhorar esse quadro.


Se você quer entender como a Neurociência Organizacional contribui para construir ambientes de trabalho e equipes produtivas e saudáveis ao mesmo tempo, continue acompanhando o nosso conteúdo ou entre em contato conosco!


Um abraço e até a próxima 😉




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