• Joana Coelho

ESG: uma oportunidade para criar ambientes mais humanos

Existe uma lacuna entre o que as empresas oferecem e as necessidades dos colaboradores.

Como transformar a estratégia corporativa e incorporar melhores práticas nas empresas?

Um número crescente de organizações tem buscado ideias de melhores práticas de gestão e governança sob as perspectivas do impacto social e ambiental, correspondendo a demanda de seus próprios colaboradores e de investidores também.

Mas, você já ouviu falar sobre ESG? Essa sigla, que tem ganhado cada vez mais destaque desde o ano passado, corresponde a um conjunto de práticas que são esperados das empresas agora. Suas letras correspondem às palavras Environmental (Meio-Ambiente), Social (Social) e Governance (Governança): os imprescindíveis temas que passam a fazer parte da tomada de decisão dos gestores.


Essas temáticas não são novas. Já há algum tempo, grandes players do mercado começaram a implementar iniciativas que visam estar de acordo com aspectos sustentáveis e têm se preocupado em ter ambientes que promovem a responsabilidade social e a ética em suas práticas. Então, o que muda com o destaque que a ESG ganha agora?

Antes, apenas as empresas que entendiam o valor do meio-ambiente e das pessoas estavam agindo de forma ativa para que o seu ambiente organizacional se transformasse.


Com o passar do tempo, as empresas foram compreendendo que essa era uma demanda importante de todos os seus stakeholders, desde os seus colaboradores até os seus consumidores finais. O cenário da pandemia de Covid-19 também acelerou esse processo para diversas organizações. Com tudo isso, a adoção de práticas correspondentes aos critérios ESG passou a ser relevante para os resultados das empresas e para os investimentos: os investidores passaram a avaliar os indicadores relacionados à responsabilidade ambiental, social e ética, além dos indicadores financeiros.


Diante da força que essas questões ganham, há um cenário favorável para a transformação da área de recursos humanos dentro das organizações, tanto para a criação de novas iniciativas quanto para realizar mudanças na gestão das pessoas com o foco na responsabilidade social. Para esta área, os indicadores estarão relacionados a questões como diversidade na equipe, o respeito aos direitos dos trabalhadores, a preocupação com a saúde e o bem-estar, a capacidade de engajar os colaboradores de forma genuína, cuidado com a segurança e criar relacionamentos com a sociedade. E, com essa oportunidade, é importante pensar no que será preciso para que tudo isso possa ser trabalhado nas empresas.


Estar de acordo com essas novas práticas exige deixar certos hábitos de trabalho que aprendemos no passado para trás e desenvolver novas habilidades e novos acordos. Para garantir um ambiente saudável, que torne sustentável as relações de trabalho e não gere um esgotamento do indivíduo, será preciso compreender aspectos básicos do comportamento humano e desenvolver as soft skills, como a empatia e inteligência emocional, dos gestores e dos colaboradores.


Além disso, muitas empresas também terão que olhar para sua cultura e desenhar estratégias para transformar atitudes e formas de trabalho. Mais uma vez, o entendimento do comportamento humano será uma ferramenta importante para a gestão da mudança, visto que é um processo árduo mudar atitudes e pensamentos que já se tornaram hábitos, que aprendemos ao longo de toda nossa vida e que moldam o nosso modelo mental.


Ainda iremos ouvir falar muito da ESG e das transformações que irão ocorrer a partir desse incentivo. A Neurociência será uma grande aliada desse processo, permitindo criar ambientes que realmente respeitam o aspecto humano e permitem um crescimento saudável para todos.


Qual a sua visão e da sua empresa diante desse tema? Quer saber como a Neurociência pode atuar nessas diversas questões? Escreva para gente e acompanhe nossos conteúdos.


Até a próxima! 😄