Por que as empresas devem se preocupar com o equilíbrio entre vida pessoal e profissional de seus co


Na última semana me deparei com diversas notícias a respeito da entrevista impactante do CEO da Tesla, Elon Musk, que demonstrou sinais claros de esgotamento devido à pressão e nível de estresse que vem sofrendo em sua função. Segundo entrevista publicada pelo The New York Times na última quinta-feira, Musk teria apresentado um comportamento instável, alternando entre o riso e o choro durante a conversa. Seus amigos e familiares estariam preocupados com sua saúde física e mental, que em suas palavras “não estaria muito boa, na realidade”. O motivo por trás desse grande abalo emocional está no que ele próprio descreveu como sendo o mais difícil e doloroso ano da sua carreira. Em resumo, um dos profissionais mais respeitados, considerado um verdadeiro gênio da tecnologia, está exausto. Musk disse ainda aos repórteres que algumas vezes ficava até 4 dias seguidos na fábrica, sem voltar para casa e sem ver seus familiares e amigos, chegando a trabalhar 120 horas por semana.

Musk não é o primeiro grande executivo a passar por isso. São inúmeras as histórias de profissionais que depositam toda sua energia na carreira, dedicando muitas vezes até mais do que seria recomendado, em termos de saúde. Esses profissionais realmente atingem o tão desejado “sucesso”, mas trazem também a reflexão a respeito de qual o custo desse tipo de abordagem. Seria este comportamento sustentável? Quais os malefícios dessa rotina?

Enquanto seres vivos, temos necessidades importantes para o bom funcionamento do nosso organismo. Boa alimentação, sono adequado, descanso físico e mental, prática de exercícios regulares. São comportamentos que favorecem nossa saúde e qualidade de vida e, em última instância, contribuem para que nosso cérebro opere da melhor forma possível, permitindo maior eficiência em processos cognitivos importantes como tomada de decisão, planejamento, aprendizado, memória e criatividade. Quando estabelecemos uma rotina na qual estes fatores estão ausentes, é fato que em certo momento, nosso sistema começará a apresentar falhas.

A questão é que estas falhas prejudicam não apenas o indivíduo (e todo seu entorno), mas podem comprometer o desempenho de uma organização inteira, principalmente se estamos falando de líderes. Com a pressão para resultados e a sobrecarga de estresse, ativamos circuitos cerebrais que reduzem nossa habilidade de enxergar as consequências das nossas ações de forma mais ampla, tornando míope nosso processo de decisão e planejamento. Além disso, esses mesmos circuitos, quando ativados de maneira recorrente, reduzem nossa percepção em relação a aspectos éticos e morais, favorecendo a ocorrência de atitudes inadequadas.

Por fim, mas não menos importante, a ausência de equilíbrio entre vida pessoal e profissional, traz consequências negativas para o bem-estar dos profissionais. Estudos mostram que a convivência com familiares e amigos é capaz de reduzir o estresse, fenômeno que conta com a participação do hormônio ocitocina. Sabe-se que o contato com pessoas de nosso círculo íntimo, que nos transmitem confiança, é capaz de aumentar a produção deste hormônio cujo um dos principais efeitos é a redução da intensidade da resposta a eventos estressantes. Sendo assim, o contato com entes queridos é elemento fundamental para nos ajudar a lidar de forma adequada com as adversidades do dia a dia. Por outro lado, o isolamento provocado pelo excesso de trabalho acaba por potencializar ainda mais os efeitos negativos do estresse, favorecendo o surgimento de doenças.

Os laços sociais são tão relevantes que se mostraram altamente associados com uma maior expectativa de vida. Um estudo americano que acompanhou mais de 6500 indivíduos durante um período de 9 anos mostrou que pessoas com vínculos sociais mais frágeis tinham cerca de 3 vezes mais chances de morrer, em relação aquelas com fortes laços sociais. Surpreendente não é mesmo?

Sabemos hoje que o equilíbrio entre carreira e vida pessoal é a chave para um sucesso sustentável. Não é por acaso que este aspecto é uma das principais demandas dos novos profissionais que entram no mercado de trabalho hoje. O equilíbrio entre vida pessoal e profissional é o elemento mais valorizado pela geração Millenial, sendo prioritário mesmo em relação a questões associadas a progressão de carreira e desenvolvimento.

Quer saber como a Neurociência pode ajudar a sua empresa a trazer mais equilíbrio e qualidade de vida para a equipe? Manda uma mensagem para gente =)

Um abraço e até o próximo post!

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