A transformação digital e a neurociência: Novos horizontes para gestão de mudança


Com certeza você já ouviu falar em Transformação Digital! Ainda não? Pode ter certeza de que logo vai ouvir... A Transformação Digital promete ser a próxima grande revolução, que está mudando completamente a maneira como as empresas se organizam. As empresas passarão a implementar cada vez mais processos automatizados, fazendo com que muitos dos seus processos tenham que ser revistos. E o que fazer com essa avalanche de mudanças que promete impactar as empresas (e seus colaboradores) de maneira drástica nos próximos 2 ou 3 anos?

Bom, ao mesmo tempo que sistemas (e até mesmos robôs) vêm ganhando cada vez mais espaço nos ambientes de trabalho, uma discussão importante a respeito dos novos skills que serão necessários para o profissional do futuro vem ganhando relevância. Nós já falamos aqui a respeito dos soft skills e vimos que nosso maior diferencial será justamente o lado mais “emocional” do nosso comportamento. Por se tratarem de processos implícitos (ou seja inconscientes), o conhecimento da Neurociência vem para ajudar a compreender quais as melhores formas de identificar e exercitar aspectos básicos do nosso comportamento que nos permitirão desenvolver de maneira mais rápida os tão famosos soft skills. Mas hoje quero destacar outro ponto importante que será fundamental para que essa transição para a era digital ocorra da melhor forma possível, a Gestão da Mudança. Sim, há muito o que ser feito, e ao mesmo tempo, muita resistência no caminho. Mas porque isso acontece? Para explicar, precisamos entender primeiro o que é o hábito.

A formação do hábito é um processo inconsciente que acontece no nosso cérebro com o intuito de tornarmos uma série de processos automatizados e assim, aumentar não apenas a nossa eficiência, mas principalmente economizar nossas energias. O que acontece então, é que sempre que precisamos mudar um hábito, nós voltamos a gastar muito mais energia em processos que antes eram feitos mais “facilmente”. Essa dinâmica energética por si só já torna a Gestão da Mudança um desafio importante, mas outros fatores vão torná-la ainda mais difícil. Existem vieses comportamentais importantes que direcionam nosso comportamento no dia a dia, um deles é chamado de Aversão à Perda. Pesquisadores já mostraram que temos como tendência acreditar que tudo que é nosso vale mais e, além disso, mostraram que, mesmo frente a uma alternativa melhor, tendemos a continuar com aquilo que é nosso. Associado a isso, um segundo viés descrito como Status Quo, faz com que nosso comportamento tenda a uma “zona de conforto”. É por isso que muitas vezes nós ficamos meses e meses esperando para cancelar a assinatura da revista, ou porque costumamos ir sempre aos mesmos lugares, tudo isso só pela “preguiça” de ter que fazer um esforço a mais.

Através dos conhecimentos neurocientíficos, é possível orientar e até mesmo acelerar a mudança a partir de algumas práticas, como a influência positiva das lideranças, a pressão dos pares e o reforço positivo. Quanto mais coordenada for a estratégia usada para gestão de mudança, melhor! E a Neurociência Organizacional vem para ajudar no desenvolvimento dessas estratégias, trazendo a informação que faltava para compreendermos melhor os nossos colaboradores.

Na última semana fizemos uma palestra sobre a aplicação desses conhecimentos no evento Inteligência de Negócios na Era Digital e o conteúdo apresentado foi um sucesso! Há muito o que ser feito e se você ficou interessado em saber como podemos ajudar, entra em contato conosco e deixe a Neurociência fazer parte da sua estratégia de negócios!

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