O custo da perda de talentos para as empresas


Nas últimas semanas tenho lido bastante sobre um tema que vem preocupando empresas dos mais variados portes e setores da economia: a retenção de talentos. Em um mercado que sofre uma acelerada mudança de valores, modelos de gestão, paradigmas e até mesmo, de gerações, reter aqueles colaboradores com alta capacidade de entrega tem sido um desafio importante para as organizações.

De acordo com uma pesquisa realizada pelo Hay Group, que avaliou 450 empresas brasileiras e estrangeiras, 64% das organizações apresentam problemas para reter seus talentos e 89% não possuem estratégias ou programas definidos voltados para este fim. A questão principal é que o turnover e, principalmente, a perda de colaboradores de alta performance, tem um alto custo e impacto negativo nos resultados da empresa. Estima-se que o custo para repor um colaborador esteja na faixa de 0,5 a 1,5 salário anual para a organização. E quanto maior a empresa, maior o desafio e maior o custo envolvido. Em empresas menores, além do custo financeiro, o impacto negativo na rotina, operação e clima da empresa pode gerar danos ainda maiores.

Com certeza você já deve imaginar que a estratégia mais efetiva para reduzir o turnover e manter seus talentos em casa é trabalhar pesado no engajamento da equipe. O colaborador com baixa performance, desmotivado e infeliz com seu trabalho certamente tem maior chance de sair para buscar outras oportunidades. Mas engana-se aquele gestor que mede o engajamento de um colaborador apenas por sua performance. Profissionais talentosos e de alto rendimento muitas vezes são capazes de manter um padrão satisfatório de entrega de resultados, ainda que estejam insatisfeitos com sua função ou com a empresa. É justamente aí que reside um ponto cego e uma verdadeira ameaça para a retenção de talentos da empresa.

Uma pesquisa recente da Gallup mostrou que colaboradores de alta performance que estão desmotivados tem praticamente a mesma probabilidade de sair da empresa quando comparados com aqueles de baixa performance. Em outras palavras, isso indica que a empresa tem as mesmas chances de perder um excelente colaborador ou um colaborador com baixa performance, se estes estiverem desengajados.

Sendo assim, líderes e gestores tem papel fundamental na identificação do nível de engajamento de seus colaboradores, indo além das entregas. Aqui, aspectos emocionais e comportamentais relacionados com o bem-estar, satisfação pessoal e reconhecimento são peças chaves. E para o gestor, habilidades como empatia, confiança e inteligência emocional são imprescindíveis para a realização de um diagnóstico eficiente.

Entender de maneira mais profunda os aspectos básicos motivacionais é a proposta primária da Neurociência Comportamental. O que realmente motiva as pessoas? Como incentivá-las a darem o seu melhor? Como manter o engajamento indo além das recompensas financeiras? Estas são algumas perguntas que a Neurociência pode nos ajudar a responder, contribuindo para o desenvolvimento de estratégias mais efetivas de retenção de talentos.

Ficou interessado no tema? Continue seguindo a gente ou entre em contato!

Um abraço e até o próximo post ; )

RECENT POSTS

FEATURED POSTS

FOLLOW US

  • Grey Facebook Icon
  • Grey Twitter Icon
  • Grey Instagram Icon
  • Grey Google+ Icon
  • Grey Pinterest Icon

FALE COM A NÊMESIS

SIGA NAS REDES SOCIAIS

  • Facebook - White Circle
  • LinkedIn - White Circle

FIQUE POR DENTRO

Receba em primeira mão nosso conteúdo gratuito sobre Neurociência Organizacional.

© 2017 Nêmesis. Site criado por Aksinha.